domingo, novembro 11, 2012



























Brisa em meu seio
Cingindo meu corpo
Toma-me infinda
Onde começa?
Do meio
Não é brisa
Devaneio
É vento, vendaval
Invólucro desnudo
Escancara-me as frestas
Sopra,
Sopra
Em meu ouvido
Espinha
Pelas pernas
Perdido, perdida
Esparrama-se em mim
Nos funde
Alados alçando vôo
Quando cerração
Temporal
Molhando desmancha
Desfaz
Dói, dói
Mas ainda somos
Outrora Ar
Água
Somos
Elemento homogêneo
Indivisível

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